Queridos/as Estagiários/as, aproveitando a deixa da última aula na Turma 2010.2 (Português) e o questionamento, há pouco postado no Facebook por Jéssica Marques, vamos refletir e comentar sobre:
Como nós, futuros professores ou professores, podemos conceber o ensino de língua portuguesa a partir de uma perspectiva interacionista (ou sociointeracionista), apesar dos modelos homogêneos historicamente construídos e impostos, a exemplo das práticas, currículos e metodologias engessadas?
Chegar e enfrentar um sistema tão averso à mudanças não será uma tarefa fácil para cada um de nós que pretende adotar uma prática interacionista em nossas aulas. Vejo que uma forma de amenizar essa chegada inovadora é fazer, de uma forma mais reflexiva, aqui que já existe, ou seja, dar ao velho uma roupagem que coloca no processo de ensino o aluno como participante ativo. Podemos conceber ao já existente um novo olhar, e nesse olhar enxergar mais o aluno como agente proeminente da sua própria aprendizagem.
ResponderExcluirEm tempos atuais o papel do professor ganhou um novo sentido, sua função agora é tentar desafiar o aluno a desaflorar o censo crítico, diante de tantas informações, as quais tem acesso.
ResponderExcluirE através das novas concepções de ensinar como a teoria sociointeracionista, o professor tende a levar em consideração também, que o aluno é um sujeito social, que possui seu modo de viver, sua comunidade linguística e suas relações sociais. Por isso não devemos compreender e resumir o ensino da Língua Portuguesa, apenas como ensino de gramática, e sim tentar oportunizar ao aluno um ensino que vai além das formas tradicionais de ensino, procurando explorar o seu intelecto, com leituras reflexivas, onde o aluno venha a refletir e compreender o meio em que está incerido, pois o exercício da leitura, prepara os individuos para um mundo exigente quanto a escrita e a qualidade de leitura.
Sabemos que o professor assume múltiplos papéis, o que torna-se um desafio para o mesmo.
ResponderExcluirO professor vem a ser conduzido a usar práticas tão tradicionais que interferem no seu objetivo em sala de aula, e é necessário adaptar seus conceitos práticos e teóricos a realidade do aluno.
O ensino de Língua Portuguesa precisa buscar um ensino sociointeracionista, para atender portanto as tais necessidades, levando em conta o conhecimento do aluno.
É necessário incentivar/tornar este aluno mais participativo, fazer ele se relacionar e estar ativo. Afinal, ele será o responsável por sua prática de aprendizagem.
A partir das constatações dos modelos lineares e das novas perspectivas de ensino e aprendizagem, nós, professores e/ou estudantes de Língua Portuguesa, devemos repensar ou refletir sobre nossa prática, partindo do ideal de que a língua é comunicação, e se observada por este lado deve ser levado em consideração a sua dinamicidade, as situações e modos de uso dessa língua, as suas manifestações nos diversos contextos, enfim, devemos fazer o aluno conhecer e refletir sobre a perspectiva de língua enquanto manifesto da comunicação que para atender a tal necessita adaptar-se as demandas daquele contexto ou daquela situação, selecionando a linguagem e estrutura favorável para a execução da finalidade.
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ResponderExcluirO Sistema Educacional brasileiro infelizmente, ainda existe currículos, metodologias e práticas engessadas. E isso é um fato histórico. Sabemos que não é fácil derrubar barreiras que existe há séculos. Nós, como futuros profissionais da educação, temos um grande desafio pela frente. Podemos sim, inserir uma abordagem interacionista no Ensino de Língua Portuguesa. Uma abordagem onde se concebe a aprendizagem como um fenômeno que se realiza na interação com o outro. Que a aprendizagem acontece por meio da internalizarão, a partir de um processo de troca, que possui uma dimensão coletiva. E não, o Ser se sentindo apenas um depósito de informações.
ResponderExcluirO professor é um dos principais personagens do processo de ensino-aprendizagem. Tendo um papel fundamental para este, que não seria o de transmitir o conhecimento, mas sim o de ser mediador do conhecimento, procurando realizar uma interação com o aluno, em que ao mesmo tempo aprende, ensina. Portanto, focalizaremos nossa atenção em sua prática pedagógica, primeiramente propondo sugestões gerias que podem vir a melhorar sua atuação em sala de aula.
Nós, futuros professor precisamos, como profissionais da educação, criar dispositivos com fundamentações teóricas que nos auxiliem em nosso desempenho em sala de aula, ou seja, precisamos manter-se “antenados” com as atuais e coerentes teorias referentes a práticas docentes, revendo nossos conceitos e métodos de ensino, a fim de melhorar cada vez mais nossa atuação como profissionais na área na qual atuamos.
De acordo com a concepção interacionista, o ensino se propaga por meio da interação entre os sujeitos, levando em consideração os aspectos socioculturais dos indivíduos. Com base nessa perspectiva, o ensino de língua deve ser efetivado, analisando o contexto social e cultural dos educandos, no qual o aluno deve ser visto como um ser ativo que contribui significativamente para a aquisição da aprendizagem, em decorrência de sua relação com as atividades interativas atribuídas pelo educador.
ResponderExcluirEm contra partida grande parte dos educadores utilizam alguns modelos e práticas atreladas a uma visão tradicional de ensino, não abertas para uma percepção interacionista, não considerando a voz do aluno, porém no ensino de língua é extremamente relevante abordar as questões socioculturais, as variações linguísticas, para que o aluno estabeleça as diferenças entre fala e escrita, com isso obter conhecimentos precisos da língua não somente as normas gramaticais, constituídas como padrão, como também saber adequar à linguagem em diferentes situações.
Com base nesse entendimento, trabalhar também com os gêneros textuais torna mais viável para o processo de ensino e aprendizagem de forma interacionista.
Percebesse que nos dias atuais os professores de língua portuguesa estão enfrentando muitos desafios, de mudar a visão da teoria/prática nas aulas de português, diante de uma vasta gama de informações(apesar de ainda enfrentarem a falta de incentivo).
ResponderExcluirA concepção interacionista está voltada para o conhecimento do aluno, os professores assumem o papel de orientador num processo de ensino/aprendizagem levando em consideração o limite intelectuais dos alunos, pois os erros dos mesmos servem de análises e busca de soluções, partindo a formular ideias que possam incentiva-los a participarem das aulas,e assim poder despertara-los o gosto pela leitura/escrita favorecendo para seu próprio bem dentre a sociedade.
Partindo do pressuposto que o interacionismo vê o aprendizado como um processo de interação que envolve três fatores fundamentais: o aprendiz, os elementos de sua natureza biológica e o meio ambiente sociocultural em que ele está inserido. (Oliveira, 2010 p.25), ou seja, para que haja de fato aprendizagem, faz-se necessário que professor atue como um facilitador, através de aulas dinâmicas e interativas, dando voz ao educando para que ele possa constituir sua própria aprendizagem. O professor deve ainda oferecer á seus alunos, um ambiente favorável para que a aprendizagem aconteça de maneira satisfatória.
ResponderExcluirNesse sentido acredito que se nós futuros professores adotarmos essa concepção, o ensino de língua portuguesa será mais efetivo, e os alunos não verão o educador como “aquele transmiti conhecimento”, mas sim aquele que dá subsídios para que ele construa a sua pópria aprendizagem.
Portanto, ensinar em uma visão interacionista, significa facilitar a aprendizagem e o professor é aquele que direciona, que propicia essa aprendizagem, através da leitura de textos, do trabalho com os gêneros textuais, abordando a questão da variação lingüística, fazendo com que o educando absorva os conhecimentos necessários.
Ainda existe na educação brasileira o modelo clássico de ensino, ou seja, para um professor que vier a apresentar um ensino baseado em uma visão interacionista, haverá um pouco de dificuldade, pois estamos em um meio educacional ainda muito fechado. Mas se ao começar a ensinar eu vejo que este ensino está a funcionar de uma maneira antiquada e conheço meios que possam vir a influenciar no aprimoramento, não vejo porquê não atuar.
ResponderExcluirQuando o aluno é compreendido pelo professor e este professor "auxilia" em seu conhecimento ambos estão aprendendo e evoluindo.
Não devemos nos retrair diante das dificuldades impostas pela sociedade que nos rodeia. Sabemos que não podemos desistir de lutar por uma educação que favoreça a aprendizagem dos alunos, assim como propicie tanto ao professor quanto ao aluno, um espaço de transmissão de saberes para a construção de conhecimento, sem que a arrogância do sabe – tudo se manifeste.
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ResponderExcluirComo futuros mediadores, temos sempre que nos capacitarmos e atualizarmos, de acordo com novos métodos de ensino, desta forma podemos construir e transferir conhecimentos aos nossos alunos com o objetivo de estimular a ousadia, cultivar a criatividade, incentivar a sabedoria, promover o debate de ideias, assim levando os educandos a expandirem a capacidade critica, desenvolvendo assim o seu aprendizado. Não podemos falar em regência sem antes comentar sobre o planejamento, esse na minha opinião contribui muito para nos auxiliar durante a regência, tambem temos que dominar os conteúdos, sermos responsáveis e comprometidos com a educação, a ponto de buscar os melhores métodos e de forma flexiva, contribuir para a formação dos educandos.
ResponderExcluirComo futuros professores é insolúvel que não haja comprometimento com o aprendizado dos educandos, pois temos que esta entrelaçados com as informações e atualidade para desenvolver através da prática educativa a formação e construção do discente. Como possível contribuição, temos o planejamento, pois vem favorecer a organização curricular ao agente de letramento, também devemos ser responsável, flexivo e desafiador, para facilitar o aprendizado do educando.
ResponderExcluirO professor de Português em sala de aula deve ser flexível e mediador acerca de sua prática docente, fazendo uma ponte entre os documentos formais(gramática) e facilitador, utilizando métodos interativistas e construtivos, tornando uma aula mais "interessante" e motivadora por parte do aluno, cujo sabemos, que isto ainda é uma realidade a ser alcançada nas "escolas públicas", devido a vários fatores sociais e culturais já estabelecidos, no qual o professor e o aluno são seres ativos, flexíveis a conhecimentos e práticas interacionistas, com ênfase no meio sociocultural.
ResponderExcluirMuito se fala em respeitar as diferenças sociais, e o que vemos é uma deturpação de conceitos, no âmbito escolar isso não é diferente, visto que a escola é um espaço de socialização, sendo produto de uma sociedade, e sendo também importante formador de opinião. É na escola que se começa a modelar nossa sociedade, ela tem uma importância significante na formação do indivíduo, tornando-se mais que um lugar de compartilhamento de saberes.
ResponderExcluirE é nesse espaço que encontramos essa multiplicidade cultural e intelectual. Em decorrência da diversidade existente há muitos conflitos entre o método trabalhado em sala pelo professor em relação aos estudantes, que muito se espera que estar sendo absolvido o conteúdo exposto.
Mas a pergunta que fica é: Como o professor - que também tem suas maneiras de aprender determinado conteúdo – conseguirá atingir o maior número de alunos com apenas um método de ensino?
Sabemos que cada aluno tem uma habilidade maior em determinado método. Uns são mais desenvoltos na escrita, outros na oralidade. Algumas escolas que temos na atualidade ainda estão se limitando a tornar esse estudante um ser passivo, tanto em relação ao conteúdo que é passado, quando ao modo do professor.
Entender que existem diferentes realidades em sala, e que elas interferem de modo significante, faz com que o professor pense não em um método absoluto, mas numa gama de possibilidades para se trabalhar em aula.
Mas aí vem outra pergunta: Como ter diferentes métodos, se o professor mal tem tempo de planejar um? Sabemos as dificuldades enfrentadas pelos professores, a carga horária gigantesca, e a desvalorização a começar pela sua remuneração, sem contar os infinitos problemas estruturais (espaço físico escolar, material, etc.). Torna-se quase impossível haver essa dinâmica simultaneamente.
Por vezes, penso em uma medida um tanto radical, que seria de começarmos do zero, o estado em que a educação brasileira chegou pode ser considerada um caos. Devido a tantas más interpretações do que seria certo/errado para cada época onde houvera reformas, a coisa foi fugindo do controle e se tornando uma bola de neve com resultados negativos alarmantes.
Sem duvida o processo de educação interacionista deveria vigorar, em todos os âmbitos educacionais. A hierarquia por parte de alguns que fazem parte da escola (como direção, professores, entre outros) não deveria ser tomada como arquétipos de superioridade. Afinal, a escola precisa de todos, de alunos para aprender, como de professores para orientar (sim, nós professores devemos ser orientadores, mediadores do saber), e de funcionários para organizar o ambiente escolar.
A troca de saberes e a interação deverá acontecer entre todos, sendo aprimorada na escola, e levando isso para a vida em sociedade fora do âmbito escolar.
Entender as realidades existentes em cada espaço escolar, e o dos que o rodeiam, é um ponto de partida para que a disciplina em questão se transforme em algo prático, e de fácil assimilação. Como no nosso caso o ensino de língua materna respeitar as variantes, mostrar para o aluno que existem outras possibilidades de ver a língua, e utilizá-la, tornará esse ensino mais prazeroso, proveitoso.
Não podemos de maneira alguma, tornar o espaço escolar em apenas um depósito de saberes, precisamos deixa-lo com vida. Dar novas cores e sensações para este sistema tão massacrado.
Não será fácil "lutar" contra o metódo tradicional de ensino. Apesar de vários etudos realizados e das propostas dos PCNs, o tradicional ainda é muito presente na aula de LP. É explito o fracasso desse método e nós como futuros professores devemos refletir e buscar melhoras. O primeiro passo é deixar de associar o ensino de língua portuguesa ao ensino de regras gramáticais e nomenclaturas. O ensino de língua portuguesa deve levar enconsideração o sujeito, as variações linguísticas como também as reais possibilidades de uso de modo que priorize a formação de um individuo com competência comunicativa para que consiga se expressar em diferentes contextos sociais.
ResponderExcluirA busca pelo conhecimento é eterna, e nos professores temos sempre que procurar evoluir os nossos métodos de ensino, sabemos que não é fácil pois existe muita coisa retrograda que ao invés de ajudar atrapalha muito os futuros professores. A luta é árdua mas não devemos desistir e sempre que possível colocar para frente o que começamos a almejar ainda quando alunos. Esbarramos no sistema e na falta de vontade de melhorar de muitos profissionais antigos que estão na ativa, mas temos que lutar pois se trata do futuro melhor não só para nos mas para o país e nossos futuros descendentes, que carecem de um ensino e de professores mais apaixonados, mais comprometidos e com o pensamento de deixar essa bandeira da educação no ponto mais alto possível.
ResponderExcluirA partir do interacionismo pois o aprendizado é um processo de interação entre o aluno e o ambiente em que ele está inserido,pois o aluno constrói os seus conhecimento no que é fornecido pelo o professor, pelos livros didáticos ,pelas atividades realizadas em sala.
ResponderExcluirO professor é um mediador do conhecimento e da aprendizagem e não aquele que detém os conhecimento.
Por Riziany de Oliveira:
ResponderExcluirA perspectiva interacionista auxilia-nos a uma prática de ensino onde nós, professores, deixamos de ser “autoridade” e “sabe tudo” da sala de aula, que muitas vezes assusta os alunos e os desestimulam, e passamos a ser, ou ficar, do mesmo nível, digamos assim, dos nossos alunos. Passamos a ouvi-los, como também os fatores socioculturais, em que a criança está inserida, passa a fazer parte do aprendizado desta quando, estes fatores, são trabalhados pelo professor na sala de aula. Com isso, o aluno pode se sentir, até, mais a vontade e convive, também, com a cultura dos colegas, que pode fazer florescer seu senso crítico. Sem contar que os alunos podem se sentir estimulados e acabam não se contentando apenas com o que seu professor-mediador lhes ensina na sala de aula.
Não seria tão errôneo dizer que essa perspectiva interacionista torna a questão do ensino-aprendizagem algo mais dinâmico.
É um grande desafio tentar mudar o panorama do ensino atual. Apesar das práticas comuns que são utilizadas nas escolas, acredito que ensinar, dentro de uma perspectiva interacionista não é tão difícil assim, mas necessita de um esforço maior por parte do profissional. Lembrando que o nosso compromisso maior é a aprendizagem, qualquer prática que possibilite a facilidade do aluno em absorver o conteúdo, será bem vinda. Dentro da prática do ensino de língua portuguesa, essa relação entre aluno e meio socio-cultural pode ser integrada ao ensino de diversas formas, seja na produção textual, na valorização dos assuntos ligados a sua vivência e atividades que abordem a variação linguistica, são algumas formas de integrar o aluno a um ensino mais real da sua própria língua.
ResponderExcluirA inovação na prática do ensino em todas as áreas do saber, mui especialmente no ensino de língua portuguesa, precisa ser não apenas "pensada", mas posta em prática; longe de nós desmerecermos aqui o serviço prestado pelo "TRADICIONAL" pela "MODALIDADE TRADICIONAL DO ENSINO" mesmo por que as novas tendências só se tornaram reais à partir do estudo/análise crítico/construtiva da mesma, no entanto na conjuntura atual, em plena globalização, internet e recursos tecnológicos relacionados diretamente à prática educacional, seria contraditório defendermos a manutenção de certos "padrões" e "tabus" que provam por si sós que não são eficazes.
ResponderExcluirFaz-se necessário resgatar o eficiente do "tradicional", inserindo-o no "novo" para um modelo satisfatório de ENSINO.